Clínica & Sociedade • desafios e reflexões atuais

Se você é psicólogo e se sente sozinho na clínica…

Um espaço de formação continuada para psicólogos que apostam na potência dos encontros e querem pensar como as transformações sociais atravessam a clínica — medicalização, aceleração do tempo, tecnologia, maternidade, infância, envelhecimento, capitalismo.

Encontros entre paresPensamento críticoClínica integrativa
Vera Miranda, psicanalista e professora
Para quem é este espaço

Para o psicólogo da clínica da complexidade.

Aquele que trabalha de forma integrativa e crítica. Que não se limita a abordagens reducionistas e entende que os desafios contemporâneos estão interligados. Que considera os determinantes sociais, culturais, ambientais e tecnológicos da saúde mental — e busca intervenções à altura dessa complexidade.

Medicalização da vida
Aceleração do tempo
Afastamento da natureza
Trabalho e adoecimento
Excesso de tecnologia
Maternidade e parentalidade
Infância e envelhecimento
Capitalismo e subjetividade
Formação continuada

Grupo de Estudos Clínica & Sociedade.

Este espaço nasce do desejo de discutir as questões contemporâneas que atravessam o nosso fazer na clínica. Toma como ponto de partida a aposta na potência dos encontros e na força da formação continuada.

Um espaço de circulação da palavra e da troca de experiências, que nos convoca a sair da solidão e encontrar pares dispostos a avançar no pensamento crítico. Em movimento transformador pelos caminhos da vida e da clínica — para construirmos, de forma singular e coletiva, uma atuação integrativa e crítica.

Circulação da palavra

Um espaço de troca onde a experiência clínica e o pensamento crítico ganham nome, escuta e contorno.

Encontro com pares

Sair da solidão da clínica e encontrar quem também aposta na força dos encontros e da formação continuada.

Teoria que sustenta a prática

Articulação entre psicanálise, leituras contemporâneas e a clínica que cada um sustenta no dia a dia.

Trabalho • Maternidade • Infância

Um espaço para colocar em palavras o que parecia indizível.

Aqui você vai encontrar reflexões e encontros sobre trabalho, maternidade e infância. Um lugar para pensar questões que estão tão naturalizadas que se tornaram difíceis de nomear — e para encontrar outras mulheres que também querem sair do silêncio.

Diariamente recebo mensagens de mulheres me agradecendo por colocar em palavras o que parecia indizível. Este grupo é a continuidade desse gesto.

O que pode atravessar nossos encontros

  • O trabalho doméstico invisibilizado e a sobrecarga materna.
  • A pressão por performance dentro e fora de casa.
  • O lugar que a sociedade oferece — ou nega — à infância.
  • As escolhas, as culpas, os silêncios e os desejos da maternidade real.
Minha história

Do RH à psicanálise — um percurso que começou pela escuta.

A questão do trabalho sempre me atravessou. Atuei como analista de recrutamento e seleção e fui professora de gestão de pessoas. Por um tempo, essa atuação fez muito sentido para mim. Aos poucos, as coisas foram mudando.

Fui ficando angustiada com o que escutava nas entrevistas. Pessoas dispostas a pagar qualquer preço por um trabalho. Homens profundamente assustados ao se perceberem fora do mercado — a palavra "desempregado" carregada de horror. Mulheres que se ausentaram do trabalho para exercer a maternidade e, meses depois, já eram vistas como alguém que "traria problemas". Carreiras no topo, sustentadas por uma dedicação excessiva, e o espanto, na demissão, de descobrir o quanto da vida havia passado.

Aprendi a ser orientada a sondar se as mulheres faziam planos de engravidar. A evitar contratar entre 25 e 30 anos. A perguntar "quem fica com a criança para você trabalhar?" — uma pergunta que, nitidamente, não se fazia aos homens. Vi homens pedindo desculpas por chorarem numa entrevista. Vi mulheres procurando as palavras mais belas para mostrar que sustentavam a vida em muitas camadas e, ainda assim, ouvirem: "lamento, mas você não tem experiência".

De repente percebi que meu lugar não era ali. Abandonei o RH. Comecei a lecionar à noite e fazer Psicologia pela manhã. A graduação me abriu outros caminhos e outro olhar para a vida.

Veio meu percurso de análise — onde é possível se ouvir de lugares que não sabíamos querer falar. Veio o consultório, onde se transita entre passado, presente e futuro, onde o silêncio fala alto e onde se dá sentido àquilo que ainda não tinha sentido.

O encontro com a psicanálise e com o grupo de pesquisa tempo e mal-estar na contemporaneidade foram como vagalumes iluminando o caminho. Hoje sigo articulando a teoria para sustentar minha prática clínica e minhas contribuições na formação de psicólogos.

Quem é Vera Miranda

Uma escuta construída ao longo de uma vida.

Vera Miranda, psicanalista

Sou Vera Miranda, psicanalista clínica e mestre em Psicologia pela UFRJ. Me dedico a estudar os efeitos da contemporaneidade na subjetividade e tenho ampla experiência com saúde mental e trabalho, atuando coletivamente em instituições. Há mais de uma década leciono em cursos técnicos, graduação e pós-graduação.

Ofereço espaços de formação continuada e supervisão para psicólogos e psicanalistas, grupos de estudos para mulheres, cursos sobre os impactos do excesso de tecnologia na infância e palestras sobre saúde mental em escolas e empresas.

  • Mestre em Psicologia pela UFRJ, com pesquisa em tempo e mal-estar na contemporaneidade.
  • Mais de 12 anos de experiência em sala de aula, na formação de psicólogos.
  • Palestrante e supervisora em temas de clínica, infância, trabalho e maternidade.
Capa do livro O Jabuti e o Cachorro, de Vera Miranda
Livro infantil • Por Vera Miranda

O Jabuti e o Cachorro

Uma história encantadora sobre amizade, diferenças e o tempo de cada um — escrita pela psicanalista Vera Miranda. Um livro pensado para ser lido em voz alta, em colo, em silêncio compartilhado: daqueles que viram memória afetiva e atravessam a infância.

Vamos conversar

A clínica pede companhia. E pensamento.

Se algo aqui te tocou, escreva. Vamos conversar sobre o que você busca — formação continuada, grupo de estudos ou o grupo de mães.

Atendimento humanizado e direto com a psicanalista.